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Mitos e verdades sobre a esporotricose em animais de companhia

A esporotricose é uma doença que está presente no alvo de grandes polêmicas atuais na clínica de animais de companhia. A falta de conhecimento real sobre a enfermidade, sua transmissão e o tratamento, gera a veiculação de informações inadequadas aos proprietários, o diagnóstico equivocado, tratamento inadequado, abandono de animais por seus tutores e até mesmo a eutanásia de pacientes que obteriam êxito em sua terapia. Este pequeno texto tem por objetivo esclarecer as principais dúvidas sobre a doença.

NÃO PODEMOS CHAMAR A ESPOROTRICOSE DE “DOENÇA DO GATO”, pois animais sadios não são portadores do fungo e, portanto; não apresentam capacidade de transmissão da doença.

A doença é causada por um fungo denominado Sporothrix schenkii, presente naturalmente no solo. Como denominação popular também é conhecida por “doença dos jardineiros”, uma vez que estes profissionais ao se arranharem em espinhos e entrarem em contato com o solo podem adquirir a doença. Os animais também podem ser contami

nar ao terem contato de ferimentos com a terra, ou albergando o fungo em suas unhas após contato com a terra contaminada.

Os gatos são a espécie ao qual o fungo se adaptou melhor, porém os cães e os humanos também podem se infectar com o agente infeccioso. Além disso, os hábitos de brigas por territórios e fêmeas em felinos que freqüentem as ruas, favorecem a contaminação dos gatos através das arranhaduras e mordidas que ocorrem durante as brigas destes animais.

Para os animais suspeitos o atendimento veterinário é fundamental, uma vez que estas feridas não cicatrizam sem tratamento e não devem ser manipuladas sem luvas. Somente o médico veterinário está habilitado a fornecer este diagnóstico nos animais; e o mesmo se dá pelo exame clínico e exames de pele.

A enfermidade tem cura completa quando adequadamente tratada; seja para os gatos, cães ou humanos infectados. Não é necessário se desfazer do felino, e a eutanásia não é necessária caso o paciente inicie rapidamente seu tratamento.

A doença está avançando, mas atos simples podem proteger a saúde de nossos amigos peludos e seus tutores. Lembrando sempre: a prevenção é a melhor forma de evitar enfermidades. Para maiores esclarecimentos, procure sempre o veterinário de sua confiança.

Drª Juliana de Abreu Pereira

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